Arquivo para Textos | Sorvete de Chiclete
15 • fevereiro • 2016

Chez-moi


pijama-gatinho
Que a vida é uma descoberta a cada esquina eu sempre soube, mas toda a parte de experiências e amadurecimento é mais forte quando a gente resolve abraçar essa coisa de independência. Ter experiências completamente fora do roteiro comum faz a gente perceber o valor das pequenas coisas, as mudanças mais sutis e, principalmente, se conhecer. Conhecer a si mesmo é um processo difícil, às vezes dolorido, mas que compensa muito. Ninguém pode ver de fora, mas tornei plenamente consciente de cada pedacinho da minha vida, mesmo que depois de alguns tropeços, já consigo perceber exatamente as coisas que eu quero e separar das que preciso e aprendi a ser fiel comigo mesma.

Descobrir-se é respeitar-se. E por respeito eu falo da obrigação de não agradar ninguém além de si, fazer as coisas que te deixam feliz e ter seu coração sempre em paz. Falo de saber quando se quer sair ou ficar, estar acompanhada ou sozinha e se manter firme a isso, firme a quem você é. Isso também faz parte de uma construção muito maior chamada amor próprio, só se conhecendo você vai entende cada mínimo detalhe sobre aquele reflexo que você vê todos os dias no espelho, de cara lavada e cabelo desgrenhado ou maquiada e sentindo poderosa, ou ainda com os olhos vermelhos de choro, de insônia ou cheios d’água de tanto dar risada. E a cada dia se apaixonar mais por isso.

Faz parte disso encontrar lá no fundo seus defeitos e transformá-los em meras características, coisas que são parte de você e não podem ser largadas pra trás como aquela roupa velha que não serve mais e que, se você quiser, você pode melhorar e repaginar, mas não há nenhum problema em deixar do jeito que está. Porque você é daquele jeito e uma boa convivência consigo é importante também.

E foi assim que descobri que eu pertenço só a mim e cada aprendizado só eu posso viver cem por cento. Entendi o que já mostrei ao mundo como parte de mim, o que eu eu ainda não mostrei por medo e o que eu fiz pelo outros que me fez bem também. Hoje, me identifico e abracei com carinho a pessoa que sou.

Bom, muito prazer, eu sou você.

*chez-moi é uma expressão em francês que significa “em casa”

01 • janeiro • 2016

366 páginas em branco


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Sempre me pergunto porque ficamos tão preocupados com novos começos na virada de ano. Estamos sempre pensando em metas, resoluções e revendo o que passou, o que teríamos mudado, reclamando pelo que deu errado.

Veja bem, não é uma critica, é que realmente acho curioso pensarmos isso na última semana ou mesmo no último dia do ano que vai acabando. Acho que nós temos essa coisa simbólica de nos preocupar com os recomeços somente quando nos batem a porta, parecendo que não há como escapar das mudanças que queremos realizar e que a meia noite do dia trinta e um de dezembro é a hora de criar uma pequena obrigação de tentar coisas novas.

Ao longo do novo ano, aquele mesmo em que fizemos nossas listas de metas e brindamos ao toque do relógio, essas coisas sempre se perdem. E somos nós que deixamos isso acontecer, porque esquecemos que um ano completo é feito de pequenos pedaços.

São dias, horas e minutos que simplesmente deixamos passar. O ano como um todo é sempre algo em que queremos manter o foco, mas é bem verdade quando dizemos que a vida e a felicidade são feitas de pequenas coisas. Aquele segundo que você deixou passar nunca mais vai voltar, o que deveria ter sido dito em um minuto se perde pra sempre, as ações que deveriam ter sido tomadas naquela exata hora se foram e não voltam mais.

Todos os dias trazem uma nova oportunidade, uma nova chance de fazer qualquer coisa exatamente como sonhamos ou como desejamos que fosse. . Surpresas também acontecem todos os dias, sejam elas boas ou ruins, e talvez aquele dia termine do pior jeito que se podia imaginar. Talvez a gente ache que o ano não valeu de nada e não poderia ter terminado tão ruim, talvez a gente receba uma surpresa boa de quem nem se esperava.

agenda-floral-2016
Daqui pra frente são 366 páginas em branco e nas mãos o poder de escrever qualquer coisa nelas, para fazer cada dia valer uma bela história e uma boa lembrança. Depois que você passar de página não há como voltar, tudo só vai acontecer daquele ponto pra frente. Se o ano passado não foi como você gostaria, só você tem como fazer o novo ano ser exatamente do seu jeito.

Ainda há tempo pra escrever hoje. Comece já!

02 • dezembro • 2015

23 coisas que aprendi com os 23


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Sempre fui dessas que diz que um simples aniversário não muda ninguém. Não é exatamente ter essa ou aquela idade que nos faz ser alguém diferente, mas sim o ano inteiro que passou entre as duas datas. Um ano é pouco e muito ao mesmo tempo, dependendo daquela boa e velha história de referencial.

Jamais pensei que chegaria ao vigésimo quarto ano de vida com tanta coisa diferente do que quando o ano vinte e três começou. Eu mudei de casa, de visual, de opiniões, mudei tanto que olhando pra trás não sei como não enlouqueci (mentira, sei sim) e mal vi tanta novidade simplesmente acontecer.

Até pouco tempo, eu gostava de sentar todo dia 26 de novembro e preparar uma lista enorme de coisas que eu queria fazer no meu próximo ano de vida. Nisso também mudei: agora prefiro olhar para tudo que aprendi, as experiências que vivi e falar pra mim “valeu, garota, você foi bem mais uma vez”.

Esse vigésimo terceiro ano foi um dos mais difíceis que tive, o que significa também que amadureci nele muito mais do que nos anteriores e lá vão algumas coisas que aprendi.

1- Tudo bem chorar quando se está mal. Mesmo. Chore o quanto for necessário.
2- Não ter geladeira em casa pode ser uma merda.
3- Sabe a famosa depressão pós viagem? Ela existe.
4- Ninguém tem defeitos e qualidades, todos temos características e aceitá-las faz amadurecer ser bem mais leve.
5- Passar mais tempo sozinho pode ser uma das melhores coisas do mundo.
6- Ter um carro não é necessariamente a melhor maneira de se locomover numa cidade.
7- Lavar louça não é algo tão ruim assim. Só meio nojentinho…
8- Má alimentação pode (e vai) ferrar com seu corpo.
9- Aprendi a pensar sempre no coletivo primeiro. Super recomendo!
10- Tudo bem estar fora da curva e não se encaixar nos padrões, descubra um jeito de viver de acordo com sua próprias regras e deixe as regras dos outros pra lá
11- Diplomas podem servir para colocar num quadro da sala, mas você pode simplesmente não gostar desse tipo de decoração em casa.
12- Eu não tenho tanto medo de escuro assim.
13- Sua mãe vai chorar quando você sair de casa. Não pode rir desse momento, mas não chora também que fica vergonhoso.
14- Tome o mínimo de remédios possível.
15- Algumas pessoas a gente precisa tirar da nossa vida, outras vão embora sozinhas mesmo.
16- Sempre existe um jeito legal de se exercitar e movimentar o corpo. A melhor é patinar!
17- Finalmente me convenci de que não estou velha demais pra nada, nadinha mesmo nessa vida.
18- Os melhores amigos sempre estão ali, não importa quanto tempo passe.
19- Baunilha é o melhor cheiro doce desse mundo.
20- Terapia é importante e faz muito bem.
21- Preciso ir mais ao cinema. E ler mais livros também.
22- Comprar coisas de casa custa caro.
23- Sonhos são para serem vividos, vá lá e trabalhe duro pelos seus.

Sejam bem vindos, 24 anos, acho que temos muita coisa pra viver juntos não é?

20 • novembro • 2015

2 anos de blog!


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Para quem não sabe, meu primeiro blog foi criado há muito tempo e era só um lugar onde eu postava as minhas primeiras crônicas e textos. Essa minha paixão pela escrita começou muito cedo (por volta lá dos meus 11 anos) mas eu já era bastante crítica comigo mesma e jamais conseguia achar qualidade no que escrevia, então raramente mostrava pras outras pessoas. Mais ou menos quando eu descobri a blogosfera, descobri também que havia muita gente publicando fanfics e crônicas na internet e que essas pessoas ajudavam umas às outras com opiniões e críticas construtivas que serviam muito para crescer e desenvolver melhor nossos textos. Daí nasceu meu primeiro espaço virtual: eu escrevia anonimamente e ainda podia contar com a opinião e apoio de gente bacana para me aprimorar e continuar escrevendo.

Agradeçam à essa blogosfera de antigamente, sem ela eu certamente não estaria aqui.

Ainda alimentando meu blog de textos, criei um outro blog com uma amiga para falar de beleza e moda. Foram tempos muito bons, pois ele chegou na época em que eu comecei a querer me maquiar mais, cuidar melhor do meu cabelo e larguei um pouco meu jeito moleca, aprendi a valorizar minha própria beleza e desenvolvi meu estilo lendo blogs gringos (treinar o inglês, né?) e nacionais. Afinal, ler também era aprender muito sobre coisas que eu conhecia menos, passei a acompanhar premiações e o estilo de pessoas famosas de quem eu gostava. Depois de algum tempo, encerramos o blog e fomos fazer outras coisas da vida.

Acabei percebendo que eu gostava de escrever basicamente quando e sobre o que me desse vontade e depois de passar um tempo longe da internet, desativei o antigo blog de textos e hoje estamos aqui.

Quando eu criei novamente um blog foi pensando em ter um espaço livre. Meu, porém sem regras, sem frescuras e sem tema definido. Um lugar onde eu me sentisse à vontade para escrever sobre absolutamente qualquer coisa que eu desejasse. Assim nasceu esse espaço que tenho tanto carinho em ter e manter ativo.

Aqui sou exatamente eu em todos os plurais que possam existir.

Obrigada por todos que estão aqui desde o começo.

Obrigada por todos que acabaram de chegar.

Obrigada por todos que sentem, de alguma forma, que vale a pena ler o que eu escrevo.

Obrigada, obrigada, obrigada.

<3

 

P.S. tem vídeo lá no canal especialmente pra vocês! Que tal deixarem dicas de como eu poderia comemorar com vocês?

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