Arquivo para Comportamento | Sorvete de Chiclete
02 • janeiro • 2017

Adeus 2016, olá 2017!



Apesar de acreditar que não precisamos de uma data específica para começar alguma coisa, é impossível esquecer do simbolismo que uma virada de ano tem na nossa mente. É como se um ciclo se fechasse para o começo de outro, como se tivéssemos um breve momento de silêncio para recomeçar, uma renovação de sonhos, projetos, objetivos e, também, uma forma de deixar pra trás os velhos medos e problemas.

Eu sei que 2016 foi bem difícil em vários aspectos, sempre teremos a memória de um ano complicado para o mundo de um modo geral, cheio de altos e baixos e perdas tristes, sejam elas individuais ou coletivas. Consigo ver o quanto esse último ano foi marcante de um jeito negativo pra muita gente, mas pessoalmente eu tenho 2016 como um ano excepcionalmente bom.

Acima de tudo, eu só tenho a agradecer por esse ano. Muita coisa mudou na minha vida, mas tudo para melhor e sempre acho importante a gente relembrar as coisas boas e comparar com as ruins. Já reparou que quase sempre a gente viveu mais alegrias que tristezas?

(Sobre) Viver sozinha te amadurece de tal forma que você simplesmente escolhe ver o lado bom das coisas, porque tudo nessa vida é como uma moeda e sempre terá duas faces, mas cada um escolhe o que ver. Vamos aprendendo a tomar todas as rédeas do nosso destino e vendo que muita frase clichê de crônica de comportamento tem seu valor.

Em 2016 eu vivi o lado mais hostil de um ambiente de trabalho, descobri o valor do silêncio e também da honestidade, amadureci sem perceber e entendi quando não tinha outra opção senão seguir em frente, me dei conta da minha verdadeira vocação e encarei meu medos pra entrar de novo na faculdade, vi a segunda chave do meu apartamento voltar a ser minha e não de outra pessoa, entendi que adoro ser independente, mas que a gente sempre precisa de ajuda e companhia, fiz minha primeira viagem completamente sozinha, tive certeza que amo frio e chuva e do quanto o verão me deixa de mau humor. Num resumo, esse foi o ano em que mais convivi comigo e me descobri como indivíduo. E saber quem você é, da cabeça aos pés, definitivamente não tem preço.

Que 2017 seja mais um ano incrível pra vocês, pra mim e pros nossos sonhos. Acima de qualquer coisaa, que a gente tenha esperança que tudo será melhor daqui pra frente e não tenha medo de tentar novas coisas, de mudar e de se conhecer e se amar cada dia mais.

Espero que ano que vem a gente possa estar cada vez mais perto aqui e lá no YouTube também, pois estou trabalhando (devagar e sempre) em várias novidades. Tirei alguns dias só pra organizar tudo na minha vida relacionado à internet e agora estou pronta pra começar 2017 com toda a força, então FELIZ ANO NOVO!!!

15 • fevereiro • 2016

Chez-moi


pijama-gatinho
Que a vida é uma descoberta a cada esquina eu sempre soube, mas toda a parte de experiências e amadurecimento é mais forte quando a gente resolve abraçar essa coisa de independência. Ter experiências completamente fora do roteiro comum faz a gente perceber o valor das pequenas coisas, as mudanças mais sutis e, principalmente, se conhecer. Conhecer a si mesmo é um processo difícil, às vezes dolorido, mas que compensa muito. Ninguém pode ver de fora, mas tornei plenamente consciente de cada pedacinho da minha vida, mesmo que depois de alguns tropeços, já consigo perceber exatamente as coisas que eu quero e separar das que preciso e aprendi a ser fiel comigo mesma.

Descobrir-se é respeitar-se. E por respeito eu falo da obrigação de não agradar ninguém além de si, fazer as coisas que te deixam feliz e ter seu coração sempre em paz. Falo de saber quando se quer sair ou ficar, estar acompanhada ou sozinha e se manter firme a isso, firme a quem você é. Isso também faz parte de uma construção muito maior chamada amor próprio, só se conhecendo você vai entende cada mínimo detalhe sobre aquele reflexo que você vê todos os dias no espelho, de cara lavada e cabelo desgrenhado ou maquiada e sentindo poderosa, ou ainda com os olhos vermelhos de choro, de insônia ou cheios d’água de tanto dar risada. E a cada dia se apaixonar mais por isso.

Faz parte disso encontrar lá no fundo seus defeitos e transformá-los em meras características, coisas que são parte de você e não podem ser largadas pra trás como aquela roupa velha que não serve mais e que, se você quiser, você pode melhorar e repaginar, mas não há nenhum problema em deixar do jeito que está. Porque você é daquele jeito e uma boa convivência consigo é importante também.

E foi assim que descobri que eu pertenço só a mim e cada aprendizado só eu posso viver cem por cento. Entendi o que já mostrei ao mundo como parte de mim, o que eu eu ainda não mostrei por medo e o que eu fiz pelo outros que me fez bem também. Hoje, me identifico e abracei com carinho a pessoa que sou.

Bom, muito prazer, eu sou você.

*chez-moi é uma expressão em francês que significa “em casa”

Sorvete de Chiclete - Todos os Direitos Reservados - Copyright © 2017 - Ilustração por Juliana Rabelo