Sorvete de Chiclete | Página 4 de 61 | Por Manu Vieira
17 • maio • 2016

Manhã de um sábado nublado


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Sempre tive alguma conexão doida com clima chuvoso. Basta amanhecer um dia nublado pro meu humor melhorar e pra eu me sentir feliz, disposta, empolgada, como se aquele cheirinho de umidade já trouxesse consigo alguma coisa que me faz bem.

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Eu sei que pode parecer que eu eu não estou fazendo nada do lado de cá, mas na maioria das vezes é exatamente o contrário: tem tanta coisa acontecendo e eu não consigo lidar com tudo de uma vez. Geralmente eu preciso de um ou dois dias quietinha – controlando a ansiedade – pra conseguir organizar e continuar levando as coisas da melhor forma possível. Não encontrei um jeito para falar sobre o assunto com vocês ainda, mas vamos conversar sobre essa tal ansiedade assim que eu souber como fazer isso de um jeito mais leve e não chato.

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Essas fotos eu tirei na manhã do último sábado, aproveitando o céu nublado e a luz gostosa que ele dá no meu quarto. Amo as tonalidades que essa luz projeta, o jeito que a iluminação entra pela janela e a suavidade que ela dá para ss fotos, é definitivamente meu tipo de luz natural favorita.

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Como eu disse lá no Instagram, o café da manhã não era de hotel. Eu não estava em Paris, ou fotografando para uma revista, ou abrindo milhões de caixas que chegaram pelo correio. Eu estava apenas vivendo um dia só pra mim – com minha câmera e o controle remoto nas mãos – e olhando ao redor para todas as coisas especiais e surpresas do cotidiano.

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Gosto de tirar alguns dias só para olhar para dentro. Para tudo que eu sou grata e vivi até agora, para cada coisinha boba que me arranca um sorriso na correria dos dias. Existe uma beleza inexplicável nos detalhes, sempre que puder vale a pena apertar os olhos para enxergar nas entrelinhas da nossa própria história.

Afinal, quem faz a vida ser especial somos nós mesmos, certo?

13 • maio • 2016

Diário do Roacutan – quarto mês


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O tempo voa! Um dia desses eu estava toda preocupada com os efeitos colaterais do Roacutan e agora já se foram mais de 4 meses tomando o remédio e dando adeus às minhas espinhas.

Esse quarto mês foi muito importante pra mim por eu finalmente ter consciência de que o maior efeito colateral que senti foi na minha auto estima. Coisa boa, sabe? Depois de todo o tempo que já passei de tratamento, percebi como eu passei a me relacionar com a minha pele e as minhas maquiagens sem a acne pra me perturbar.

Mesmo adorando e investindo em boas maquiagens, a verdade é que sempre tive uma certa preguiça de usar o que eu comprava porque o que importava mesmo era esconder minhas espinhas e manchas. Muita base todo dia não ajudava a pele a melhorar, nem respirar, mas era o que fazia eu me sentir um pouco melhor com relação ao meu rosto e assim eu não estava mais me maquiando por gostar ou querer. Eu me maquiava para me livrar de algo que me incomodava, vestia uma máscara de corretivo, base e pó para não ter que lidar com a aparência do meu rosto. No vídeo eu explico mais sobre tudo que rolou no quarto mês de tratamento para acabar com a acne!

Quando minha acne começou a espalhar para as costas foi bem difícil, porque eu não conseguia mais usar nenhuma roupa que mostrasse aquele pedaço do corpo e realmente foi afetando a forma como eu me enxergava no espelho e com o mundo. Se você não tem um tipo de acne que te faz odiar se olhar no espelho ou chorar e desistir de sair de casa porque não consegue esconder aquele traço da sua aparência, por exemplo, é complicado entender o sentimento.

Eu fico feliz de ter me libertado disso. Fico feliz de me olhar no espelho e ter uma vontade imensa de usar minhas sombras coloridas, fazer um delineado diferente, brincar de contorno e testar novos batons. Descobri que amo me maquiar – não me esconder – e que todo o processo fez muito bem pra minha auto estima.

Mesmo sendo um tratamento mais drástico, fico feliz de ter tentado essa alternativa e ver os resultados. Alguém mais já se sentiu assim por ter muitas espinhas? Acabei abrindo muito o meu coração aqui, mas achei importante compartilhar esse detalhe com vocês!

11 • maio • 2016

Como amarrar patins retrô


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Antes de qualquer coisas: o que vocês estão achando da série de vídeos sobre patins retrô? Eu tenho feito tudo com muito carinho e me esforçado bastante para que tudo fique lindo e vocês gostem de assistir!

Muita gente me pergunta como amarrar os patins retrô e imagino que isso possa parecer um pouco confuso ou estranho de cara, porque a maioria de nós está mais acostumada a ver os patins inline por aí. Felizmente, esse tipo de patins tradicional está cada vez mais popular e eu acho super legal ver cada vez mais gente usando eles por aí!

Amarrar os cadarços desse tipo de patins não é nenhuma coisa de outro mundo e, além do jeito mais comum que eu mostro no vídeo, existem várias opções de amarração dependendo do objetivo, se é para patinação artística ou mesmo para determinados formatos de pé.

O mais importante sempre é: amarre seus cadarços de forma confortável! Folgado demais? Vai te deixar instável e você pode cair. Apertado demais? Faz mal para a circulação e machuca o pé. Tenho certeza que depois de ver o vídeo vai ficar mais fácil entender!

Na hora de escolher suas meias, sempre vá com aquelas mais compridas que cobrem bem o tornozelo – se for meião 3/4 melhor ainda! O ideal é que ela chegue até o limite da bota do patins para você ficar mais confortável, segura e patinar tranquilamente por aí.

O #SobreRodinhas é um projeto feito com muito carinho, recheado de vídeos sobre os assuntos da patinação de rua, que vocês sabem que eu amo! Se você ainda não é inscrito no canal, aproveita pra fazer isso já e receber todas as atualizações e videos novos.

O que mais vocês gostariam de ver nessa série?

05 • maio • 2016

#Girlboss – Sophia Amoruso e a Nasty Gal


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Quase sempre tenho histórias curiosas com livros – como quando encontrei Dorian Grey dentro de um ônibus – e acho divertido como cada história chega de um jeitinho especial na minha estante. Arrisco dizer que #Girlboss me escolheu, como se chegasse na hora certinha em que eu mais precisava daquela leitura.

Este livro disfarçado de biografia fala mais sobre empreendedorismo do que qualquer outra coisa. #Girlboss é escrito pela criadora da marca Nasty Gal, Sophia Amoruso, contando toda a história de como uma loja de roupas vintage no eBay se tornou um dos maiores negócios de moda do mundo.

O livro tem excelentes lições de uma mulher empreendedora que começou do zero, com dicas que valem tanto para sua vida pessoa quanto para sua carreira profissional. Sophia tem um jeito divertido de escrever e contar seus piores fracassos – e o que aprendeu com eles – dando várias lições de como encontrar e aproveitar oportunidades para crescer.

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Um pouco além dos negócios, ela cita também um pouco de como o pensamento positivo tem poder, desde que não se espere tudo dele, fazendo sua parte para que a mágica aconteça. Gostei muito da parte em que ela fala sobre não se encaixar em carreiras tradicionais e ter tido muita dificuldade em continuar seus estudos por não se adaptar muito bem aos modelos que existem, mas ainda assim nada está perdido.

Os depoimentos de outras #Girlboss e as dicas sobre entrevistas de emprego, como contratar, demitir e lidar com certos conflitos quando te questionam por ser mulher e chefiar algo. Foi esclarecedor – experimente ser mais nova do que muita gente, precisar dar ordens e conversamos depois.

Só uma coisa me incomoda no livro: em certos momentos me parece alguém contando vantagem – e não experiências – pela quantidade de ênfase que ela dá no seu negócio de cem milhões de dólares. É uma delícia ler histórias de sucesso, mas um pouco cansativo quando a empresa em si tem mais espaço do que o caminho que a levou até o topo.

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É um ótimo livro e recomendo muito para quem está um pouco perdido no lado profissional, com dúvidas sobre faculdade, carreira e trabalho. Gostei muito e com certeza é um dos meus favoritos mesmo que tenha algumas ressalvas. No fim, parece que qualquer uma de nós pode ser uma big #Girlboss e acreditar nisso é um dos primeiros passos para tornar realidade.

Queria trocar essas opiniões com vocês porque pode ser bem gostoso trocar ideias com vocês sobre os livros que lemos, quase como um clube do livro virtual. Alguém mais já leu ele? O que achou?

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