Ainda estou aqui | Sorvete de Chiclete
13 • agosto • 2016

Ainda estou aqui


Há algum tempo eu tento vir aqui conversar mais com vocês. De todos os problemas que surgiram nos últimos tempos, o pior foi, sem dúvida, ficar sem acessar o blog e sem poder vir aqui fazer um pouco da coisa que eu mais amo no mundo: escrever.

Eu poderia inventar mil razões por ter abandonado quase completamente o blog recentemente, poderia dizer que estou trabalhando em dezenas de projetos, ou preparando mil coisas novas para vocês, mas nada estaria mais longe da verdade. Desde muito antes do novo layout ou dos textos e desabafos bem pessoais que fiz, muita coisa já havia começado a mudar.

Quando eu decidi, finalmente, que queria que este blog seguisse por outro rumo, tudo o que pensei foi “precisar ser 100% eu e eu mudei muito desde que tudo começou“. E é isso que eu vou ser nesse post: completamente sincera. Porque de blogs maquiados, extremamente produzidos e super perfeitos a internet está farta, aqui é uma extensão da minha vida real e, olha, ela é tão cheia de defeitos, problemas e coisas ruins como a de qualquer outro ser humano. E de coisas boas e incríveis também.

Nos últimos meses eu não me senti mal por não escrever novos textos, tirar novas fotos e atualizar todas as redes sociais 24/7. Eu me permiti meses de descoberta e puder apreciar como a vida traz incríveis surpresas todos os dias, sejam elas boas ou ruins, e do quanto ela pode mudar simplesmente pelo forma que a encaramos.

Muitos dos “nuncas” que eu repetia como mantra aconteceram, mostrando como sim, as coisas mudam, nossa mente muda, o quanto crescemos, amadurecemos e mudamos de ideia mesmo. E que não há nenhum problema nisso.

Trabalhei num ritmo tão intenso recentemente, que tudo que eu conseguia fazer ao voltar pra casa era tomar um banho e dormir. Encarei o fim de coisas que eu achava ser pra sempre e sofri, é claro, mas consegui manter a minha cabeça erguida pra não deixar o resto desmoronar. Tomei decisões que vão mudar a minha vida inteira daqui pra frente. Fui forte diante de muita porrada – obrigada Rocky por me lembrar que se trata do quanto a gente aguenta apanhar e seguir em frente! – e chorei de desespero por coisas ridículas. De tudo que aconteceu ultimamente eu só posso dizer uma coisa: eu estava sendo apenas eu.

Dei liberdade a mim mesma pra curtir exatamente o que era importante pra mim e o que me faz genuinamente feliz. Acredite em mim, você também deveria tentar.

Pude descobrir coisas que eu mal imaginava – morar sozinha é se descobrir uma nova pessoa todos os dias, mas isso é assunto pra outro post – e fiquei feliz por mim. Fiquei feliz por ver quem eu sou e pelas milhares de razões que eu tenho para sentir orgulho disso.

Tenho aplicados dois mantras muito importantes diariamente: reclamar menos e me preocupar menos. Ser positivo muda tudo ao seu redor, então sempre que começo a reclamar demais de alguma coisa eu tento parar por alguns minutos para ver o lado bom da vida. Otimismo faz bem e ver o copo sempre meio cheio faz toda a diferença, isso tem me ajudado muito com o transtorno de ansiedade e com o stress, quando eu sinto que tudo está mal sempre acho uma boa razão pra não me desesperar.

O que me leva ao segundo mantra, que tem me ensinado o quanto é importante viver e deixar viver. Não se pode controlar o incontrolável e ter a pretensão de controlar tudo ao nosso redor é de um egoísmo sem tamanho, muitas das coisas precisam fluir sozinhas e tomar forma sozinhas até que a gente possa realmente vivê-las e aproveitá-las com plenitude, não há nada que a gente possa fazer para apressar o tempo.

Nesses dias de reflexão, eu entendi cada pequena coisa que eu gosto na vida online, neste blog, no YouTube, e pude entender perfeitamente o conteúdo que eu quero produzir de agora em diante. Estou dando o meu melhor pra continuar – porque vocês não fazem ideia do quanto este blog significa pra mim – mas eu preciso dizer que não posso prometer muito. Estou voltando pra faculdade, muito feliz com a escolha do curso, e sei que muita coisa vai mudar, tenho toda uma rotina nova pra lidar e ajustar.

Se não é pra dar meu melhor, eu prefiro nem começar e quero dar o meu melhor aqui. Quero dar o meu melhor no meu trabalho, nos meus estudos e ainda manter minha vida toda em ordem. Desafio aceito, de peito aberto.

Eu quero continuar este blog com todo o meu coração, porque amo estar com vocês. Talvez este post tenha sido pessoal demais, íntimo demais, mas eu sinto que tenho amigos de verdade aí do outro lado e tenho precisado muito de vocês. A gente pode seguir junto nessa caminhada doida chamada vida real.

Não desistam de mim, não desistam deste blog.

❤️

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