Sorvete de Chiclete | Por Manu Vieira
06 • dezembro • 2016

Minha lojinha no Enjoei


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Eu já tenho um sério hábito de desapegar das coisas quando não uso, não me servem ou ficam guardadas por muito tempo. A gente muda de ideia, de estilo e alguma coisa sempre vai descombinando com a gente e ficando guardada no armário, mas quando você mora sozinho aprende a reduzir um pouco a quantidade de coisas que tem e viver com menos.

Menos coisas, menos trabalho.

Quando você acumula muitas coisas, acaba se dando conta de que tem mais trabalho para lavar roupas, limpar sapatos ou tirar pó daquele monte de objetos de decoração fofos que foi comprando ao longo do tempo. Não tem momento que faça mais sentido pro desapego do que quando você passa a ser o único responsável por cuidar de todas as suas “posses”.

Por fazer isso com frequência, eu acabei desenvolvendo vários jeitos de olhar para as minhas coisas e perceber se eu as tenho por apego ou porque realmente são úteis e de vez em quando faço doações ou um bazar pra desapegar.

Nos últimos meses eu separei várias coisas pra montar uma lojinha-bazar, mas como eu expliquei outro dia minha rotina estava bem louca e eu acabei demorando um bom tempo pra finalmente conseguir fotografar uma boa parte das coisas.

Aproveitei alguns dias de folga para cadastrar vários itens numa lojinha do Enjoei, mas como estou fazendo isso aos poucos, podem esperar atualizações frequentes com novidades por lá. Como eu sempre sou bem sincera com vocês, vamos combinar assim: se você quiser comprar alguma coisa da lojinha, mande um e-mail pra manuvieira@sorvetedechiclete.com que tem desconto super especial se o pagamento for direto comigo!

É que o site cobra algumas taxas e os preços acabam sendo maiores lá para me ajudar a cobrir os custos, mas conversando direto comigo é só sucesso no descontation!

13 • novembro • 2016

De volta à programação!


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Ei, lindezas! Eu sei que muita gente já estava desacreditada de este blog um dia voltar.

Pois muito bem, vou explicar algumas coisinhas pra vocês, depois seguimos para a parte legal onde eu volto a postar aqui, ok? Se você só estava interessado em saber quando o blog voltava, pode parar por aqui. Agora se você quiser entender porque deixei o blog nesse hiatus longo, continua lendo que eu vou explicar direitinho.

Vamos começar do começo: no segundo semestre deste ano eu entrei para a faculdade de Direito. Desde criança eu dizia que seria advogada, mas com o tempo decidi fazer biologia e depois de cursar 3 anos eu larguei tudo porque descobri que aquilo não era bem o que queria pro meu futuro. Passei algum tempo sem estudar, mas trabalhando na área jurídica e eis que minha verdadeira vocação desabrochou.

Primeira lição (e conselho) que deixo neste post: está tudo bem mudar de ideia e não importa quanta idade você tem, nunca é tarde para você tentar algo novo e que te faça feliz. É isso, eu não poderia estar em um momento mais feliz da vida do que agora.

Voltar a estudar depois de alguns anos longe da faculdade foi um novo e louco desafio! Eu me vi com uma rotina mais pesada, corrida e com pouco tempo para cuidar de várias partes da vida que não incluam trabalhar e estudar. Por isso decidi pausar o blog, tentar encontrar tempo para escrever estava me causando mais sofrimento do que simplesmente parar tudo por um tempo até que eu conseguisse, finalmente, ajustar tudo e organizar melhor meus horários, meu tempo e, claro, minhas prioridades.

Segunda lição (e conselho) que deixo: não se pode abraçar o mundo e, às vezes, precisamos abrir mão de certa coisas, ainda que temporariamente, em nome da nossa saúde mental.

Terceira lição (adivinhe! e conselho): a gente sempre é mais capaz do que imagina. Pode rir enquanto lê, mas nos últimos meses eu chorei algumas vezes achando que não daria conta de tudo e me sentia um grande lixo por reclamar com tantas boas oportunidades nas mãos. Quando eu deixei de me preocupar se conseguiria continuar e passei a ver o quanto eu tinha realmente conseguido fazer em um dia ou semana, passei a olhar pra mim mesma nos momentos de desespero e falar: pode parar de frescura, queridinha, você é mais forte do que isso!

Quarto conselho (essa não é bem uma lição): nunca (nunca mesmo!) abandone o que te faz bem. E é por isso que digo que estamos de volta! Voltaremos com posts, videos e tudo que vocês vem me pedindo nos últimos meses.

Restaurei o layout colorido de antes porque o novo estava me dando alguns problemas técnicos, mas vou trabalhar nisso com calma para termos visual repaginado em breve.

É isso. Deixem dicas, perguntas, conselhos, comentem o que quiserem. Estou feliz de voltar e ter vocês acompanhando tudo <3

13 • agosto • 2016

Ainda estou aqui


Há algum tempo eu tento vir aqui conversar mais com vocês. De todos os problemas que surgiram nos últimos tempos, o pior foi, sem dúvida, ficar sem acessar o blog e sem poder vir aqui fazer um pouco da coisa que eu mais amo no mundo: escrever.

Eu poderia inventar mil razões por ter abandonado quase completamente o blog recentemente, poderia dizer que estou trabalhando em dezenas de projetos, ou preparando mil coisas novas para vocês, mas nada estaria mais longe da verdade. Desde muito antes do novo layout ou dos textos e desabafos bem pessoais que fiz, muita coisa já havia começado a mudar.

Quando eu decidi, finalmente, que queria que este blog seguisse por outro rumo, tudo o que pensei foi “precisar ser 100% eu e eu mudei muito desde que tudo começou“. E é isso que eu vou ser nesse post: completamente sincera. Porque de blogs maquiados, extremamente produzidos e super perfeitos a internet está farta, aqui é uma extensão da minha vida real e, olha, ela é tão cheia de defeitos, problemas e coisas ruins como a de qualquer outro ser humano. E de coisas boas e incríveis também.

Nos últimos meses eu não me senti mal por não escrever novos textos, tirar novas fotos e atualizar todas as redes sociais 24/7. Eu me permiti meses de descoberta e puder apreciar como a vida traz incríveis surpresas todos os dias, sejam elas boas ou ruins, e do quanto ela pode mudar simplesmente pelo forma que a encaramos.

Muitos dos “nuncas” que eu repetia como mantra aconteceram, mostrando como sim, as coisas mudam, nossa mente muda, o quanto crescemos, amadurecemos e mudamos de ideia mesmo. E que não há nenhum problema nisso.

Trabalhei num ritmo tão intenso recentemente, que tudo que eu conseguia fazer ao voltar pra casa era tomar um banho e dormir. Encarei o fim de coisas que eu achava ser pra sempre e sofri, é claro, mas consegui manter a minha cabeça erguida pra não deixar o resto desmoronar. Tomei decisões que vão mudar a minha vida inteira daqui pra frente. Fui forte diante de muita porrada – obrigada Rocky por me lembrar que se trata do quanto a gente aguenta apanhar e seguir em frente! – e chorei de desespero por coisas ridículas. De tudo que aconteceu ultimamente eu só posso dizer uma coisa: eu estava sendo apenas eu.

Dei liberdade a mim mesma pra curtir exatamente o que era importante pra mim e o que me faz genuinamente feliz. Acredite em mim, você também deveria tentar.

Pude descobrir coisas que eu mal imaginava – morar sozinha é se descobrir uma nova pessoa todos os dias, mas isso é assunto pra outro post – e fiquei feliz por mim. Fiquei feliz por ver quem eu sou e pelas milhares de razões que eu tenho para sentir orgulho disso.

Tenho aplicados dois mantras muito importantes diariamente: reclamar menos e me preocupar menos. Ser positivo muda tudo ao seu redor, então sempre que começo a reclamar demais de alguma coisa eu tento parar por alguns minutos para ver o lado bom da vida. Otimismo faz bem e ver o copo sempre meio cheio faz toda a diferença, isso tem me ajudado muito com o transtorno de ansiedade e com o stress, quando eu sinto que tudo está mal sempre acho uma boa razão pra não me desesperar.

O que me leva ao segundo mantra, que tem me ensinado o quanto é importante viver e deixar viver. Não se pode controlar o incontrolável e ter a pretensão de controlar tudo ao nosso redor é de um egoísmo sem tamanho, muitas das coisas precisam fluir sozinhas e tomar forma sozinhas até que a gente possa realmente vivê-las e aproveitá-las com plenitude, não há nada que a gente possa fazer para apressar o tempo.

Nesses dias de reflexão, eu entendi cada pequena coisa que eu gosto na vida online, neste blog, no YouTube, e pude entender perfeitamente o conteúdo que eu quero produzir de agora em diante. Estou dando o meu melhor pra continuar – porque vocês não fazem ideia do quanto este blog significa pra mim – mas eu preciso dizer que não posso prometer muito. Estou voltando pra faculdade, muito feliz com a escolha do curso, e sei que muita coisa vai mudar, tenho toda uma rotina nova pra lidar e ajustar.

Se não é pra dar meu melhor, eu prefiro nem começar e quero dar o meu melhor aqui. Quero dar o meu melhor no meu trabalho, nos meus estudos e ainda manter minha vida toda em ordem. Desafio aceito, de peito aberto.

Eu quero continuar este blog com todo o meu coração, porque amo estar com vocês. Talvez este post tenha sido pessoal demais, íntimo demais, mas eu sinto que tenho amigos de verdade aí do outro lado e tenho precisado muito de vocês. A gente pode seguir junto nessa caminhada doida chamada vida real.

Não desistam de mim, não desistam deste blog.

❤️

04 • julho • 2016

Breaking news #2


Se você está lendo isso, provavelmente já percebeu a primeira mudança por aqui. Há mais de um ano o blog passou pela sua primeira mudança de visual com um trabalho lindo da Juliana e da Suzi, mas depois de todo esse tempo muita coisa mudou por aqui e comigo mesma. De Lewis Carroll eu pego uma frase emprestada que simboliza muito bem tempos de mudanças:

“- Quem é você?

– Eu já nem sei, senhor. Mudei tantas vezes desde hoje de manhã.”

Há um ano o blog e a proposta que eu tinha com ele eram diferentes, até mesmo a forma com que eu o enxergava era bastante diferente. As mudanças foram acontecendo tão lenta e naturalmente que só consegui me dar conta quando tudo já estava mais sólido e concreto, então senti que mexer no visual do blog era parte essencial disso. O blog deixou de ser o espaço de quem queria ser publicitária pra ser o cantinho de uma aprendiz de fotógrafa, bookworm, cronista amadora e, principalmente, de alguém que precisa colocar coisas pra fora. Alguém que precisa escrever sobre o que sente, o que vê, o que dói e o que alegra.

Assim, sinto que o blog está cada vez mais pessoal e desconstruído. Por aqui não temos fórmulas certas e receitas prontas, pois o que mais importa é a liberdade de criar, é eu poder entrar aqui e sentir que muito mais do looks, dicas de moda, produtos de beleza e DIY, aqui no blog tem minha essência. Um pedaço extremamente verdadeiro e visceral de mim online.

Estou feliz de falar “nós”, porque tenho uma companheira de escrita a partir de agora. A Babi Ferriche é a mais nova colaboradora do blog e já começou a publicar coisas legais por aqui. Eu nunca tinha pensado em ter colaboradores no blog antes, mas a Babi me fez repensar isso e tem uma vontade de escrever tão grande quanto a minha e isso é mais que suficiente para ela fazer parte de tudo por aqui. Seja bem vinda, querida!

A vibe minimalista desse novo layout vem para valorizar o conteúdo – a parte do meu coração que eu coloco em palavras aqui. Menos é mais. A simplicidade de cores e linhas é ótima para dar uma cara de tela em branco e sensação de calma, que tem uma super conexão com a maturidade do blog e todas as coisas que eu aprendi nesse tempo produzindo conteúdo para internet.

Por fim, esse novo visual reflete muitas coisas. Dessa vez eu não contratei profissionais específicos para nada, até porque o pouco que ganho com as publicidades no blog mal dá para as despesas básicas dele, e simplesmente personalizei um tema base que eu havia comprado há um tempo. Antes que alguém diga alguma coisa: não, eu não me importo que o blog não seja minha fonte de renda, ou que eu não esteja sendo paga para fazer vários conteúdos ou mesmo que eu não seja uma digital influencer famosa e cheia de seguidores. Há tempos eu desisti disso e, aliás, parece que ultimamente você tem algum tipo de obrigação de produzir alguma coisa com a internet e ganhar dinheiro com isso.

Estou bem feliz de vir aqui e escrever sobre o que eu quiser, tirar umas fotos e compartilhar e contar de algum livro que li, sem que isso vire uma obrigação ou me transforme em algum robozinho com quem as marcas querem fazer negócios. Isso basta se for para eu ter liberdade criativa, paz e puder aproveitar minha vida real direitinho, pois quero que esse blog reflita a minha vida de verdade e não uma versão maquiada e produzida de uma pseudo vida perfeita. Essa overdose que ostentação nas redes sociais ainda vai matar as relações humanas, acredite em mim.

Se vocês ainda estão aí, obrigada. Isso significa que vocês gostam de mim exatamente por quem eu sou, mesmo que a gente só se conheça por uma tela de computador, e do blog exatamente pelo que ele reflete de mim.

Voltemos à programação normal!

P.S.: ainda tem alguns buguinhos no blog, estou ajeitando tudo sem pressa 😉

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